Estrutura da discursiva Cebraspe: o que a banca realmente corrige
Por que a Cebraspe corrige na ordem: macroestrutura, microestrutura, conteúdo — e o que isso muda na maneira de escrever.
A discursiva Cebraspe não é uma redação livre. É um exercício com critérios objetivos publicados — e quem escreve dentro deles pontua, quem escreve fora, não. O problema é que 90% dos candidatos escrevem a partir do que "acham que é uma boa redação".
O que a banca corrige, na ordem
- Aspectos macroestruturais — apresentação, coerência, coesão.
- Aspectos microestruturais — norma culta, morfossintaxe.
- Domínio do conteúdo — os tópicos exigidos pelo comando da questão.
Note a ordem: conteúdo vem por último. Uma redação com conteúdo brilhante e coesão fraca perde mais pontos que uma redação com conteúdo médio e estrutura sólida.
Os 3 blocos da estrutura Cebraspe
Introdução (3–5 linhas)
Contextualiza o tema em uma frase, apresenta a tese em outra e antecipa os dois argumentos. Nada de citação genérica, nada de pergunta retórica.
Desenvolvimento (12–18 linhas)
Dois parágrafos, um argumento cada. Cada argumento tem: afirmação, dado ou exemplo específico, conexão com a tese.
Conclusão (3–5 linhas)
Retoma a tese e propõe intervenção quando o comando exige. Sem "portanto, é importante refletir" — a banca desconta.
O critério silencioso
A Cebraspe usa o critério NPD (número de palavras dividido por período). Períodos com mais de 30 palavras derrubam a nota mesmo se o conteúdo estiver correto. Frases curtas e diretas pontuam mais.
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