Em um cenário hipotético, uma advogada, ao ser contratada para defender os interesses de um cliente em uma causa específica, utiliza-se de ardil para obter a assinatura de uma procuração com poderes que extrapolam o objeto da contratação. Munida desse instrumento, a causídica ingressa em juízo, mas, em vez de defender os interesses de quem a contratou, pleiteia uma causa própria, simulando ser a representante do cliente. Em relação a essa conduta, é correto afirmar que a advogada incorreu na prática do crime de:
- A)A advogada praticou crime de apropriação indébita, pois se apropriou de valores que pertenciam ao seu cliente.
- B)A advogada praticou crime de falsidade ideológica, pois inseriu declaração falsa em documento público com o fim de prejudicar direito.
- C)A advogada praticou crime de estelionato, pois obteve vantagem ilícita em prejuízo de seu cliente, mediante fraude e induzimento em erro.gabarito
- D)A advogada não praticou crime, pois agiu no exercício regular de um direito, buscando defender os interesses de seu cliente, ainda que por meio de ardil.
- E)A advogada praticou crime de prevaricação, pois deixou de praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal.