[texto-base resumido] O texto debate a afirmação de que "há muita terra para pouco índio" no Brasil. Ele contrapõe essa ideia, originada no desenvolvimentismo das décadas de 1950-1970, com dados sobre a concentração de terras pelo agronegócio. Enquanto as terras indígenas são vistas como um "entrave ao desenvolvimento", o agronegócio, que ocupa 20% do território nacional em poucas propriedades, cresce baseado na exportação de produtos primários de forma predatória, beneficiando interesses particulares em detrimento do interesse comum e dos povos originários. Levando em conta o texto acima, a noção de que “há muita terra para pouco índio”
- A)justifica-se pela condescendência da legislação indigenista, própria da Constituição Federal de 1988, a qual, complacente com a ociosidade que marca as culturas indígenas no país, privilegia os povos originários, promovendo, assim, a concentração de terras e riquezas nas mãos de poucos indivíduos.
- B)legitima-se pelo avanço do agronegócio no Brasil, uma vez que concorre para a ampliação das fronteiras agrícolas, na mesma medida em que contribui para a proteção do direito à terra e para a manutenção dos modos de vida dos povos originários.
- C)relaciona-se com uma certa concepção de desenvolvimento, associada a um tipo de exploração predatória da terra, da qual decorre desacertadamente que o reconhecimento da propriedade indígena representaria um suposto entrave à economia sustentável do país.gabarito
- D)sustenta-se numa premissa nacional-desenvolvimentista, que encontrou sua máxima expressão no período chamado de "milagre econômico", cuja atualização em nossos dias tem como principal objetivo a produção de riqueza e sua distribuição mais equânime, justa e igualitária.
- E)fundamenta-se no reconhecimento da natureza conservacionista dos povos originários, que, por causa dessa característica, representam um obstáculo ao desenvolvimento sustentável do país.