Após uma série de eventos climáticos extremos que resultaram em enchentes devastadoras em várias metrópoles brasileiras, a questão da infraestrutura urbana resiliente, antes um tópico de discussão em círculos acadêmicos e técnicos, ganhou proeminência imediata na agenda governamental. Parlamentares propuseram projetos de lei, o Executivo anunciou programas de financiamento e a mídia passou a cobrir o assunto intensamente. Aproveitando a comoção social e a convergência de interesses políticos, uma nova política nacional de adaptação climática foi rapidamente formulada e aprovada. Este processo de entrada do tema na agenda decisória é melhor explicado pelo modelo:
- A)da escolha racional, que pressupõe uma análise exaustiva e imparcial de todos os problemas públicos potenciais por parte dos gestores.
- B)institucionalista, segundo o qual apenas as instituições formais do governo, como ministérios e agências reguladoras, possuem a capacidade de definir a agenda.
- C)dos fluxos múltiplos (Multiple Streams) de John Kingdon, em que a convergência de um problema reconhecido, uma solução viável e um momento político favorável abre uma 'janela de oportunidade'.gabarito
- D)da mobilização social, que postula que a agenda governamental é definida exclusivamente pela pressão de movimentos sociais organizados, sem a necessidade de uma solução técnica.
- E)incremental, no qual a nova política seria apenas um pequeno ajuste em políticas preexistentes de desenvolvimento urbano, sem grande inovação.